General description

atualização / page update: 06/10/2020

 

[PT]

O IHA é uma unidade de investigação acolhida pela NOVA FCSH e membro integrado da rede RIHA—The International Association of Research Institutes in the History of Art. Publica a Revista de História da Arte e a Revista de História da Arte—série W (ambas indexadas no ERIH PLUS). Na última avaliação internacional promovida pela FCT (iniciada em 2018 e terminada em 2019) o IHA obteve a classificação máxima (Excelente).
O trabalho do IHA destaca a história da arte em Portugal, ao mesmo tempo que mantém um compromisso para com uma abordagem do campo na sua dimensão global. Esta dimensão é favorecida não apenas porque as questões levantadas pela historiografia produzida em Portugal integram os debates da história da arte em geral, contribuindo para as discussões críticas e teóricas internacionais em curso, mas também porque a produção artística está historicamente relacionada com geografias distintas (europeias, asiáticas, africanas e americanas). O IHA contribui, assim, para o reequacionamento de relações centro-periferia nas diversas cronologias da história da arte assegurando o debate e questionamento da disciplina no contexto Europeu e no contexto da relação entre a Europa e outros continentes, nomeadamente no desenho das relações (ex-)coloniais e de poder.
O IHA contribui também para consolidar uma conceção alargada do campo da história da arte, no sentido em que acolhe e promove os estudos de museus e do património mantendo ainda uma forte relação com outras disciplinas das artes, das humanidades e das ciências sociais, promovendo o debate interdisciplinar e a transdisciplinaridade como ferramentas de investigação.
A estrutura do IHA é democrática e flexível, assente numa equipa de investigadores provenientes de várias universidades e de diversas instituições culturais, integrados em redes internacionais de investigação científica.
O projeto estratégico em curso no IHA elege três áreas fundamentais de investigação. Duas coincidem com as linhas temáticas (LT) transversais: Transferências Culturais numa perspectiva global e Exposição: teoria e práticas. A primeira centra-se nos estudos da migração e itinerância de objetos e ideias, dos circuitos coloniais/pós-coloniais e das redes culturais, numa perspectiva histórica e teórica. São privilegiadas os estudos da arte japonesa, latino-americana, nos espaços lusófonos em África, no sul-asiático e no Mediterrâneo. A LT Exposição: teoria e práticas estuda as convenções através das quais os trabalhos são apresentados, criticamente validados, revisitados e mediados. A exposição é concebida como um campo multidisciplinar que envolve a produção de teoria, a construção da história, os mercados de arte e os diferentes níveis e modos de recepção. Esta linha privilegia o estudo das histórias de exposições, das teorias e práticas de exibição, a exposição como discurso crítico e as exposições na era digital. Finalmente, destaca-se à área de estudos de Lisboa, representada por um grupo de investigação.
A estrutura do IHA assenta nos seus cinco Grupos de Investigação (GI) — Culturas visuais e materiais pré-modernas; Estudos de Lisboa; Estudos de Arte Contemporânea; Estudos de Museus; Teoria da arte, historiografia e crítica — que promovem uma investigação trans-temporal, cruzando várias cronologias, e considerando a cultura visual e material, o museu, o património, os estudos urbanos e a teoria da arte.
Através das LT e dos GI, o IHA estabelece forte entrosamento do trabalho de investigação com o mundo mais vasto da cultura e da sociedade civil, quer pela articulação de investigadores com museus e outras instituições e espaços culturais, quer pela intervenção dos seus investigadores em áreas de divulgação cultural. Ao mesmo tempo, desenvolve um trabalho interno vocacionado para estudantes de doutoramento em história da arte, aberto a outros campos disciplinares, no sentido de divulgar, promover e debater a investigação com alunos em formação. O IHA participa ativamente em três programas de doutoramento da NOVA FCSH: História da Arte, Estudos Artísticos e Estudos Urbanos.
O IHA é uma unidade I&D orientada para projetos de investigação, que são concebidos com base em parcerias com universidades nacionais e estrangeiras, museus, fundações, câmaras municipais, agentes de regeneração urbana, laboratórios de estudo de materiais, arquivos, coleções, agentes com intervenção em áreas de formação e disseminação de conhecimento ou agentes ligados ao consumo cultural e ao turismo. As perspetivas multidisciplinares são encorajadas pelo IHA, particularmente nas atividades dos Clusters (plataformas criadas para promover colaborações externas em campos específicos de investigação).
Os projetos de I&D do IHA estão comprometidos com a promoção de investigação básica e aplicada; com o estímulo à criação de emprego científico e formação avançada de estudantes através da expansão de parcerias e da captação de novas fontes de financiamento; com o fomento e consolidação de novos campos de pesquisa no amplo campo da história da arte e com a articulação da experiência e do conhecimento da comunidade científica com a formação académica em história da arte.

 

[EN]

IHA is a R&D Unit hosted by NOVA FCSH and a full member of the RIHA network (The International Association of Research Institutes in the History of Art). IHA publishes Revista de História da Arte and Revista de História da Arte—série W (both indexed in ERIH PLUS). In the 2018-2019 FCT’s evaluation process, IHA was distinguished with the highest assessment mark (5) in all evaluation parameters, and was rated as “Excellent” by the international panel of experts.
IHA’s work is committed to Portuguese art history, but is by no means confined to it. Not only interrogations prompted by Portuguese art history entwine with general art historical questions, but also Portuguese historical relations with other geographies are conspicuous (European, Asian, African and American).
IHA has a flexible and democratic structure enhanced by its management framework and by the diverse backgrounds and affiliations of its researchers — several affiliated with other universities, museums, heritage administration, and the Lisbon City Council. In the past few years, IHA has grown into a cohesive community of researchers committed to the excellence of individual and group research, and knowledge transfer within a motivating scientific and educational environment.
IHA’s democratic footprint is boosted by the autonomy of its five research groups (RG): Pre-Modern visual and material cultures; Lisbon studies; Museum studies; Contemporary art studies; and Art theory, historiography and criticism. All groups approach art history in its broadest sense, considering visual and material cultures, museums, heritage, urban studies and art theory. Two thematic lines (TL) intersect and connect groups’ activities: Cultural transfers in a global perspective and The exhibition: theory and practices. Multidisciplinary perspectives and encounters are encouraged in IHA’s overall activities, especially via Clusters’ activities (flexible platforms of researchers that foster external collaborations).
IHA’s strategic program for the next four years privileges three areas of research. Two are consistent with the aforementioned TLs, the third area is devoted to Lisbon studies. TL Cultural transfers focus on a historical and theoretical perspective upon processes of migration, the traveling of objects and ideas, colonial/ post-colonial circuits and cultural networks. It will privilege several geographical constellations of study: Japanese art, Latin American art, art of the Lusophone spaces in Africa, South Asian art and the Mediterranean. TL The exhibition: theory and practices focuses on the conventions of display by which works are presented, critically validated, re-visited, and mediated. It treats exhibitions as multidisciplinar undertakings that involve production of theory, construction of history, art markets, and levels and modes of reception. It also studies the emergence of curators as auteurs, the proliferation of contemporary art centres, museums and international variations of the biennial model associated with concepts such as globalisation or multiculturalism. This line privileges four main areas of research: exhibition histories, theories and practices of display, the exhibition as critical discourse and exhibitions in the digital era.
Finally, Lisbon Studies privileges applied research, aiming to promote inclusiveness, innovation, and smart technologies while contributing to the enrichment of Lisbon’s cultural image as a historic city and head of a large metropolitan area, by providing scientific contents that can be shared with the public. Moreover, through pedagogical activities, curatorial projects, and by sharing contents in open-access digital resources it promotes cultural and sustainable forms of tourism and the regeneration of historical city centers.
IHA is a unit of high level education and peer dialogue, that promotes the integration of its members in international networks. It is also project-oriented. Groups trigger and run research projects. IHA’s Board and Core Scientific Committee discuss these projects and their articulations with IHA’s Strategic Programme and Thematic Lines. R&D projects articulate basic and applied research (EU and FCT projects and seed projects funded by the unit). Their development involves close cooperation with the academia — IHA actively participates in three NOVA FCSH PhD programs (Art History, Urban studies, Artistic Studies) —, as well as international and national networking: partnerships with museums, foundations, city councils, heritage sites, urban regenerating agents, private institutions privileging the study of materials, archives, collections, or education and dissemination strategies, and those surveying the impact of cultural consumption and the growth of tourism. These partnerships are designed to involve PhD, MA and/or BA students through internships and scholarships.