Dissertação Mestrado | Projecto Batalha

Túmulo dos reis
Mestrado concluído sobre a Cor na Capela do Fundador – Projecto “Monumental Polychromy: Revealing Medieval Colours at Batalha” (IHA/Fundação Calouste Gulbenkian)

 

Foi defendida, no passado dia 12 de Julho, a Dissertação de Mestrado “O poder da cor na Idade Média: Policromia na Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha”, de Pedro Miguel Rodrigues. O tema desta investigação decorre de uma integração do mestrando no projecto interdisciplinar “Monumental Polychromy: Revealing Medieval Colours at Batalha”, coordenado pela investigadora Joana Ramôa Melo (IHA, FCSH) e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (apoio a projectos na área da língua e cultura portuguesas) e pelo Instituto de História da Arte (através do programa de apoio a micro-projectos).
A dissertação tem por objecto de estudo a Capela do Fundador no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha, numa perspectiva de análise da policromia ainda existente neste espaço. Nesse sentido é feita uma abordagem à temática da cor na Idade Média, não só como forma de compreender melhor o lugar que a mesma ocupa neste período, mas também a sua relação com a obra artística, nomeadamente no suporte pétreo, reivindicando assim a sua presença como mais um elemento integrante do discurso artístico medieval.
Tendo como ponto de partida o projecto “Monumental Polychromy: Revealing Medieval Colours at Batalha” e os resultados até agora obtidos pelo Laboratório Hércules de Évora, descrevem-se as áreas da capela onde foram recolhidos pigmentos, assim como a sua identificação e possível interpretação no contexto que ocupam. Dedica-se igualmente uma parte do trabalho à análise dos fragmentos da pintura mural do altar do infante D. Pedro, duque de Coimbra, assim como aos vestígios de pintura mural do intradorso do arcossólio do infante D. Henrique. O núcleo central da dissertação termina com uma análise mais abrangente de como seria a configuração original da capela, nas suas múltiplas expressões de cor.
Finalmente, numa terceira e última parte do trabalho, tendo em consideração o processo de “marginalização” da cor na arte pétrea (do Renascimento ao período contemporâneo), exploram-se as vicissitudes pelas quais passou o Mosteiro da Batalha, especialmente com as intervenções de restauro do século XIX e XX, como forma de entender a perda do revestimento policromo do panteão de Avis.

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