Menção Honrosa – Prémio de Defesa Nacional 2016, Carlos Silveira

Adriano de Sousa Lopes A rendição, (c. 1919-1921), pormenor, Óleo sobre tela, 296 x 1252 cm Museu Militar de Lisboa

A tese de doutoramento do nosso investigador Carlos Silveira, com o título «Adriano de Sousa Lopes (1879-1944). Um pintor na Grande Guerra» (orientada pela Prof.ª Raquel Henriques da Silva e defendida na FCSH em Maio de 2016), foi distinguida com uma Menção Honrosa no Prémio de Defesa Nacional 2016, instituído pelo Ministério da Defesa Nacional e organizado pela Comissão Portuguesa de História Militar. Carlos Silveira recebeu o diploma a 6 de Novembro, em cerimónia pública, na sede da CPHM, entregue pelo Secretário de Estado da Defesa Nacional.
Este é o primeiro estudo abrangente sobre a vida e a obra do único artista oficial do Corpo Expedicionário Português em França, durante a guerra de 1914-1918. Os resultados da sua missão, argumenta-se, têm não só importância nacional como também internacional. É simultaneamente uma investigação sobre a amplitude da mobilização cultural dos países beligerantes num momento crítico da história mundial. Demonstra-se, por fim, a relevância da obra de Sousa Lopes na sedimentação de uma memória colectiva sobre o conflito e na disputa pelo legado da intervenção portuguesa. A publicação da tese está prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

Artur de Barros Basto,  Sousa Lopes em Ferme du Bois, Fevereiro 1918, Centro Português de Fotografia, Porto

Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) estudou pintura histórica nas academias de Lisboa e de Paris, onde se radicou em 1903. Foi um expositor regular no Salon da capital francesa e o introdutor do impressionismo na pintura portuguesa, em inúmeros quadros ao ar livre pintados em Veneza, Bruges e nas praias portuguesas. Em 1917 é nomeado pelo governo capitão equiparado e parte para a frente ocidental, para realizar a «documentação artística» das operações do exército em França. Nos anos de 1930 é um dos pioneiros na recuperação da técnica do fresco e sua aplicação em edifícios públicos, com destaque para o salão nobre da Assembleia da República. Foi director do Museu Nacional de Arte Contemporânea de 1929 até à sua morte.